Enio Resmini
Esta semana assisti tardiamente o belo filme "O Cisne Negro" que considerei um depoimento sensível sobre a sexualidade feminina. Minha primeira expectativa era que o filme fosse um suspense "lugar comum", desses com serial killer matador de mulheres, etc. E talvez isto tenha contribuído para relutar em assisti-lo. Mas não foi nada disso, o filme é uma metáfora sobre a transformação de uma menina em mulher. Vale a pena ser visto e como em outros anos me rendo ao bom gosto da academia de cinema que lhe conferiu prêmios. Enquanto a personagem não encontra seu lado oculto não se liberta de uma mãe que a infantiliza, não encontra sua sexualidade nem se transforma em mulher. O ritmo do filme evoca a dança em cujo título se inspira. Apesar do conteúdo denso e repleto de significado psicológico seu desenrolar é leve, como uma música que envolve o espectador e o convida a permanecer atento até o final.
Esta semana assisti tardiamente o belo filme "O Cisne Negro" que considerei um depoimento sensível sobre a sexualidade feminina. Minha primeira expectativa era que o filme fosse um suspense "lugar comum", desses com serial killer matador de mulheres, etc. E talvez isto tenha contribuído para relutar em assisti-lo. Mas não foi nada disso, o filme é uma metáfora sobre a transformação de uma menina em mulher. Vale a pena ser visto e como em outros anos me rendo ao bom gosto da academia de cinema que lhe conferiu prêmios. Enquanto a personagem não encontra seu lado oculto não se liberta de uma mãe que a infantiliza, não encontra sua sexualidade nem se transforma em mulher. O ritmo do filme evoca a dança em cujo título se inspira. Apesar do conteúdo denso e repleto de significado psicológico seu desenrolar é leve, como uma música que envolve o espectador e o convida a permanecer atento até o final.