quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ninho Vazio - Além da Maternidade


Muitas mães, após os filhos sairem de casa, têm dificuldade de definir o que são e o que serão daqui para frente. Ser mãe constituiu o centro do seu ser por quase três décadas. Agora quem são? Prepararam os filhos para serem idependentes e ingressarem com entusiasmo em uma vida adulta de realizações. Mas como evitar um sentimento de perda e de não ser mais útil? Os filhos vão para o mundo e criam seus próprios laços e um universo no qual os pais na melhor das hipóteses são bem vindas visitas. Será que o sentimento de perda ocorre com menos intensidade em mães que tem uma profissão fora de casa? Ou a saída dos filhos pode reavivar o casamento? Ou casamento e profissão são outros espaços totalmente independentes na mente de uma mãe do aspecto maternidade. Ser mãe começa e dá início ao seu fim exatamente no momento em que se corta o cordão umbilical no parto. Ganho e perda nascem juntos. Em cada movimento de independência dos filhos, percebe-se também um afastamento inevitável. Desde amarrar o cadarço dos próprios tênis até tirar carteira de motorista, os filhos tornam-se progressivamente mais competentes e as mães menos necessárias. Estuda-se muito sobre o "Desenvolvimentos das Crianças" e pouco sobre "Desenvolvimento Materno". Ou seja, todas as modificações que surgem numa mulher durantes os anos em que exerce a maternidade. A mulher que tem o primeiro filho não é a mesma que tem filhos já com quase trinta anos e está se deparando com a menopausa (dead line biológica). Já não existem tantas ilusões sobre a vida, nem juventude para realizar certos sonhos. Diminuem as atividades em cuidar das crianças e surge um tempo de reflexão. É importante planejar estes anos de pós-maternidade antes de eles começarem. Algumas mulheres dizem que este é o período mais feliz de suas vidas. Umas casam novamente, outras finalmente se separam, iniciam novas atividades, viajam, iniciam novos projetos e continuam mantendo ótima relação com os filhos e netos. A maioria das mulheres não perde a si mesma nesta etapa, mas se torna melhor. Aprendem a aceitar gradualmente a separação dos filhos e se preparam para isso. Entenderam que aos poucos foi importante ouvir mais do que dar conselhos e fazer perguntas em vez de dar respostas. O filhos se foram e isto é sinal não de um abandono, mas de um trabalho bem feito.
Foto: Reflexões sobre a inveja. Existe inveja branca e inveja negra? Tem quem pense que inveja branca e mais branda, menos nociva. Certamente, inveja é um duplo erro. Quem inveja se acha menos que o outro, e acredita que o outro é mais do que ele. É um erro BIPOLAR. Inveja-se sempre o que não se tem. O invejoso esquece o que tem e que pode ser alvo da inveja de outros. Uma pessoa pode invejar e ser invejada. Sentimento humano universal, mas ninguém gosta de sentir. Melhor é pensar que inveja é coisa que somente os outros sentem. Uma vez conheci um milionário que me invejava por eu ser médico. Custei para entender. Ele acreditava que eu tinha algum tipo de poder sobre a vida e a morte das pessoas que ele não tinha. Mas ele tinha tudo aquilo que qualquer mortal desejaria. Poder, dinheiro e sucesso. E se preocupava comigo. Um médico recém formado que nem casa prórpia tinha. Era um sentimento que não se baseava na realidade, mas numa percepção de si mesmo como inferior. Vinha de uma família pobre, o pai o havia abandonado na infância e prosperou pelo próprio mérito. Mas na minha presença se achava inferior. E olha que não sou o tipo arrogante. Depois de um tempo ele percebeu que inveja às vezes pode ser convertida em admiração. Ele me admirava por algumas qualidades e percebeu que eu também reconhecia seu valor. Considero isto uma superação.Reflexões sobre a inveja. Existe inveja branca e inveja negra? Tem quem pense que inveja branca e mais branda, menos nociva. Certamente, inveja é um duplo erro. Quem inveja se acha menos que o outro, e acredita que o outro é mais do que ele. É um erro BIPOLAR. Inveja-se sempre o que não se tem. O invejoso esquece o que tem e que pode ser alvo da inveja de outros. Uma pessoa pode invejar e ser invejada. Sentimento humano universal, mas ninguém gosta de sentir. Melhor é pensar que inveja é coisa que somente os outros sentem. Uma vez conheci um milionário que me invejava por eu ser médico. Custei para entender. Ele acreditava que eu tinha algum tipo de poder sobre a vida e a morte das pessoas que ele não tinha. Mas ele tinha tudo aquilo que qualquer mortal desejaria. Poder, dinheiro e sucesso. E se preocupava comigo. Um médico recém formado que nem casa prórpia tinha. Era um sentimento que não se baseava na realidade, mas numa percepção de si mesmo como inferior. Vinha de uma família pobre, o pai o havia abandonado na infância e prosperou pelo próprio mérito. Mas na minha presença se achava inferior. E olha que não sou o tipo arrogante. Depois de um tempo ele percebeu que inveja às vezes pode ser convertida em admiração. Ele me admirava por algumas qualidades e percebeu que eu também reconhecia seu valor. Considero isto uma superação.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Coloquei este texto no meu blog Nova Mente porque a saúde mental de uma pessoa passa pela sensação de estar inserida em uma sociedade justa e igualitária. Notícias como esta (ver publicação anterior no blog) nos fazem pensar que algo precisa ser feito. Outro dia escapei de um acidente graças ao carro ter ABS e uma boa aceleração. Uma pick-up Toyota que saia de uma estrada vicinal (de Mariana Pimentel) no caminho do meu trabalho em Camaquã atravessou a pista da BR 116 e me obrigou a uma freada brusca. O carro parou com precisão. Não fosse o ABS do carro eu estaria provavelmente MORTO. Olhando no retrovisor percebi que um carro que vinha atrás estava com dificuldades de frear. Acelerei e se não fosse a potência do carro, certamente teria que trocar de carro pela colisão traseira. Escapei milagrosamente de um duplo perigo. Se o carro fosse 1.0 (parece que só existe em países do terceiro mundo) estaria "ferrado". Somos responsáveis por aceitar que a indústria nos coloque "porcarias" perigosas e caras à venda. Quantas famílias lamentam tragédias. Acredito que isto tem a ver com a autoestima do brasileiro, portanto, uma questão de saúde mental. Somos um mercado cobiçado por empresas internacionais e devemos exigir produtos de qualidade que não coloquem em risco nossas vidas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Carros produzidos no Brasil são "mortais", segundo agência

Estar conduzindo um veículo produzido no Brasil ou a versão feita na Europa do mesmo automóvel pode ser a diferença entre a "vida e a morte", diz reportagem da Associated Press.

Marco Prates em Exame.com
Montagem/Divulgação
Montagem com crash tests da Latin NCAP nos veículos Honda City, Fiesta, J3 e Sandero
Crash tests da Latin NCAP: versão brasileira do mesmo carro vendido na Europa vai mal em colisões frontais, enquanto no velho continente desempenho é bom
São Paulo – Estar dirigindo os carros produzidos no Brasil e os mesmos modelos ou similares europeus pode ser a diferença entre a “vida e a morte” em casos de acidentes, aponta uma reportagem da agência Associated Press republicada em veículos de todo o mundo.

Segundo a matéria, a qualidade dos veículos no quarto maior mercado consumidor global – que tem uma nova classe média ávida pelo seu próprio automóvel - está se tornando uma tragédia nacional, com a taxa de mortes em acidentes sendo quatro vezes maior no Brasil que nos Estados Unidos, onde os veículos são mais seguros.

A matéria foi republicada em sites de grande audiência internacional, como The New York TimesWashington Post e Huffington Post.
“Os culpados são os próprios carros, produzidos com soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior em comparação a modelos similares fabricados para os consumidores americanos e europeus. Quatro dos cinco carros mais vendidos do Brasil não conseguiu passar em testes de colisão independentes”, afirma o texto.
A Associated Press menciona os resultados do Latin NCAP, instituto independente que recentemente passou a fazer testes de veículos vendidos na América Latina e apontou, na última edição, a incongruência entre os resultados dos mesmos veículos que, em tese, deveriam ser iguais, independentemente de onde são vendidos. Mas não são. EXAME.com publicou os resultados, há mais de um mês.
A reportagem dispensa ataques à indústria, alegando que se beneficiam de consumidores menos exigentes com segurança para ainda obter margens maiores que em mercados desenvolvidos. Nos EUA, são 3%; no Brasil, 10%, segunda a consultoria IHS.
De acordo com um especialista ouvido pela Associated Press, a diferença prática, no momento de um acidente, pode ser a vida ou a morte.
"A diferença que você está falando é de alguém morto no veículo ou morrendo muito rapidamente, ou então alguém sendo capaz de sair do veículo sozinho", disse David Ward, diretor-geral da Fundação FIA, em Londres.
Mais do que airbags
Nem a presença de airbags e ABS, que se tornarão obrigatórios no Brasil em 2014, são suficientes. Muitas vezes, o problema é estrutural.
“A versão brasileira tem a mesma aparência do lado de fora, mas está faltando peças. Em uma versão, eles incluem o reforço (à estrutura), na outra não ", disse à agência um engenheiro da indústria automotiva que não quis se identificar.
A matéria fala ainda em falta de zonas de deformação e frágeis colunas de direção.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não confirmou se vai se pronunciar sobre o teor da reportagem. À agência internacional, montadoras brasileiras deram respostas individuais sobre o desempenho de seus veículos citados. 
Entre outras coisas, elas apontaram que atendem à legislação brasileira.
A reportagem da AP sinaliza que uma mudança neste padrão só ocorrerá se houver reação dos brasileiros, como ocorreu nos Estados Unidos na década de 60, quando as mortes em acidentes chegaram a números estratosféricos.
Além dos fatores veiculares, é preciso lembrar que estradas mal conservadas é outro item no ingrediente das mortes de trânsito no Brasil, como aponta a própria agência americana.

domingo, 12 de maio de 2013

Reflexões sobre o Bolsa Crack

08/05/2013 - 07h58 Folha SP

A "bolsa crack" é um desperdício?

Depois de uma série de insucessos (previsíveis, diga-se) no combate ao crack, o governo Alckmin lança um projeto de internação aos dependentes, oferecendo uma quantia às famílias no valor de R$ 1,3 mil mensais.
Já consigo ver os batalhões de tolos classificando a chamada bolsa crack de desperdício de dinheiro, fazendo comparações com o salário de um trabalhador.
A medida não é suficiente --mas está certa. E é caro mesmo. Veja quanto uma família de classe média gasta para tratar, numa clínica particular, um dependente de drogas ou álcool.
O que se criticava (e com razão) é que o sistema público não oferecia leitos suficientes para os dependentes. Se vai oferecer agora, não sei. Mas o fato é que, com esse valor, pode-se credenciar uma rede de instituições privadas.
Ilusão imaginar que só com polícia e assistência social iríamos enfrentar o crack.
É um trabalho que envolve a família, a escola, a comunidade. E, para ter algum efeito, psiquiatras, medicando remédios. No meio disso, terapia e um esforço de socialização das vítimas das drogas.
Mesmo assim o que podemos fazer, na maioria dos casos, é reduzir os danos.
Como sempre digo aqui: problemas complexos exigem soluções complexas e caras.
O resto são saídas simplórias, como imaginar que a redução da maioridade penal vai nos deixar mais seguros.
*
Por falar em redução de danos, vale lembrar uma experiência da Universidade Federal de São Paulo. Fez com que os dependentes trocassem o crack pela maconha --e obteve bons resultados.
Gilberto Dimenstein Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Alucinações Hipnagógicas e Hipnopômpicas

Você sabe o que é isto?   
Alucinações hipnagógicas são fenômenos que ocorrem na hora em que você está conciliando o sono. Na hora de dormir. A pessoa confunde o sonho com a realidade. Ainda não aprofundou o sono. Podem aparecer em formas geométricas ou ilusões de ótica. Também podem ser sensações auditivas, estampidos e vozes. Pode haver a sensação de não conseguir se mexer para fugir de alguma sensação angustiante. 
Por outro lado, as alucinações hipnopômpicas são aquelas que ocorrem no momento de despertar, onde a pessoa confunde o conteúdo do sonho com a realidade. Pode gritar, tentar fugir e não conseguir. 
Estes estados podem se tornar mais proeminentes durante episódios depressivos, ansiedade ou por efeito de drogas ou medicamentos. 

domingo, 21 de abril de 2013

Para os Jovens Atuais - Inteligentes, Internéticos e Superinformados


John Green (na foto) escreve livros que agradam adolescentes e adultos jovens. Um deles se chama em português "O Teorema Katherine". Trata de um jovem gênio em matemática e que só namora meninas que se chamam Katherine. Ele diz que os adolescentes são mais inteligentes do que os adultos pensam, mas não agem de forma inteligente na presença de adultos. Sentem-se intimidados e desconfortáveis perto de nós. Por isso raramente temos a oportunidade de ver o melhor deles (entrevista à revista Veja). Criou na internet juntamente com seu irmão Hank o Vlogbrothers, um video blog no You Tube. Seus segudores são chamados Caçadores de Nerds. Falam para essa geração que joga videogame, comunica-se por mensagens de celular, mas que se percebe susceptível as fragilidades da vida e se debate sobre as eternas questões do sofrimento psíquico, da doença, da morte e da transcendência espiritual. Seu livro " A Culpa é das Estrelas" fala sobre o câncer em seus protagonistas. Muitos adolescentes gostam de temas mórbidos, mas este autor não descamba para o sensacionalismo trivial, nem para o dramalhão. É realista e não oferece consolo barato, não tenta enganar o leitor. Fato que os jovens apreciam.