Muitas mães, após os filhos sairem de casa, têm dificuldade de definir o que são e o que serão daqui para frente. Ser mãe constituiu o centro do seu ser por quase três décadas. Agora quem são? Prepararam os filhos para serem idependentes e ingressarem com entusiasmo em uma vida adulta de realizações. Mas como evitar um sentimento de perda e de não ser mais útil? Os filhos vão para o mundo e criam seus próprios laços e um universo no qual os pais na melhor das hipóteses são bem vindas visitas. Será que o sentimento de perda ocorre com menos intensidade em mães que tem uma profissão fora de casa? Ou a saída dos filhos pode reavivar o casamento? Ou casamento e profissão são outros espaços totalmente independentes na mente de uma mãe do aspecto maternidade. Ser mãe começa e dá início ao seu fim exatamente no momento em que se corta o cordão umbilical no parto. Ganho e perda nascem juntos. Em cada movimento de independência dos filhos, percebe-se também um afastamento inevitável. Desde amarrar o cadarço dos próprios tênis até tirar carteira de motorista, os filhos tornam-se progressivamente mais competentes e as mães menos necessárias. Estuda-se muito sobre o "Desenvolvimentos das Crianças" e pouco sobre "Desenvolvimento Materno". Ou seja, todas as modificações que surgem numa mulher durantes os anos em que exerce a maternidade. A mulher que tem o primeiro filho não é a mesma que tem filhos já com quase trinta anos e está se deparando com a menopausa (dead line biológica). Já não existem tantas ilusões sobre a vida, nem juventude para realizar certos sonhos. Diminuem as atividades em cuidar das crianças e surge um tempo de reflexão. É importante planejar estes anos de pós-maternidade antes de eles começarem. Algumas mulheres dizem que este é o período mais feliz de suas vidas. Umas casam novamente, outras finalmente se separam, iniciam novas atividades, viajam, iniciam novos projetos e continuam mantendo ótima relação com os filhos e netos. A maioria das mulheres não perde a si mesma nesta etapa, mas se torna melhor. Aprendem a aceitar gradualmente a separação dos filhos e se preparam para isso. Entenderam que aos poucos foi importante ouvir mais do que dar conselhos e fazer perguntas em vez de dar respostas. O filhos se foram e isto é sinal não de um abandono, mas de um trabalho bem feito.
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