segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um Dia na Vida do Psiquiatra

Hoje atendi muitas pessoas, uns sentindo-se culpados, outros tentando mostrar normalidade. A maioria numa luta de entranhas entre forças construtivas de vida e forças estranhas de destruição própria. Uns chegam dispostos a mudar desde que não mudem muito, outros chegam surpreendidos por uma melhora que não esperavam e não sabem de onde vem. De uma palavra bem dita ou das profundezas da própria alma. Muitos tentam provar que a culpa é de outro. Foram mal cuidados na infância, casaram errado, tiveram maus professores, maus amigos e maus chefes. Certamente ainda vão se queixar de mim. As vezes, vem algum tentando fingir doença para obter vantagem. Doença psicológica não tem sinais clínicos evidentes nem aparece em tomografia.
Mas quem está acostumado reconhece o falso doente. Se não digo nada acham que sou bobo. Mas chego no fim do dia com a sensação de missão cumprida. Penso que ajudei muita gente e conheci um pouco da vida de pessoas interessantes. Amanhã começa tudo de novo. Outros rostos, outras vozes, mas no fundo os mesmos dramas humanos. Trabalho, amor, família, sexo, saúde, amigos e espiritualidade. Sonhos.

domingo, 18 de outubro de 2009

Almoçar é preciso

Uma pesquisa interessante mencionada no caderno dominical do New York Times estuda o comportamento das pessoas de se reunirem para almoçar ou jantar. Quando os membros das famílias tem o costume de realizarem refeições juntos os filhos tem estatisticamente menos problemas com drogas e mostram um funcionamento mental mais sadio. Intuitivamente muitas pessoas fazem isso. A pesquisa só vem confirmar a sabedoria popular.

sábado, 17 de outubro de 2009

Coisa Novas da Mente

Mente, cabeça, cérebro. Sempre pregando peças. Mente também é que conta lorotas, passa a conversa.
Verdades e mentiras, partes inseparáveis da nossa vida. Um espaço para discutir estes e outros assuntos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Preste atenção.

Há alguns anos descobri que tem uma coisa no mundo que vale mais que o dinheiro, o ouro ou os diamantes. Todos querem e se desesperam quando falta. Estou falando da atenção. Existe o TDA (transtorno de déficit de atenção) e existe o déficit de atenção de quem não a recebe. Déficit não é mais nada do que falta. O TDA é o oposto do carente. Um não dá atenção e o outro não recebe. Prestar atenção pode cansar. Receber atenção é relaxante e faz bem. Em geral gostamos de receber atenção, mas na vida não só se recebe e é preciso dar atenção aos outros. O egoísta não reconhece a necessidade dos outros receber atenção e só pensa em receber. Alguns tão bem intencionados dão atenção irrestritamente a todos que pedem e depois se sentem sugados, esvaziados.
As pessoas precisam que alguém preste atenção nelas, no meio deste mundo corrido, cheio de estímulos materiais, eletrônicos e estilo self service.