As crianças nascem e crescem. Ouvem não faça isso, não faça aquilo. Os pais não tem como não criticar. Estão bem intencionados(outro dia escrevo sobre meu temor às boas intenções). Querem o melhor para seus filhos, pois são vistos como uma extensão deles mesmos. Exigem dos filhos o que exigiram deles próprios e muitas vezes não realizaram. Mas os filhos precisam desenvolver autoconfiança a partir de se sentirem aprovados. A pessoa cresce e a crítica que recebia dos pais passa a fazer consigo mesma. Sai pela vida procurando ser aprovada. É impossível agradar a todos. Mas aquele que foi muito criticado passa a buscar ser aprovado. Isto exige um esforço. Nunca falhar, ser bom, agradar. Todo este esforço pode aniquilar a identidade. Acabar com o Eu. Passar a ser o que os outros esperam que seja. Viver o desejo dos outros. Na escola ser um bom aluno, na vida receber aprovações. Caso contrário viver a culpa. Se a pessoa não aprovar a si mesma, fica dependente da aprovação dos outros. Mas quem disse que os outros estão certos? Se o senso comum fosse sempre a verdade, o mundo não mudaria. Não haveria revolução nem evoluçao, mas estagnação. Se as pessoas não acreditassem nelas mesmas ainda viveríamos na Idade Média. Aprove a si mesmo, a não ser que o argumento contrário seja muito bom.
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