segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sobre a culpa.

Na minha atividade de psiquiatra por quase três décadas observo que um dos sentimentos mais daninhos que tem os seres humanos é o sentimento de culpa. Exceto os psicopatas que não tem a percepção deste sentimento, as demais pessoas já o experimentaram. É oriunda das identificações com pessoas importantes do passado e de recriminações recebidas. A culpa excessiva se opões ao prazer e à felicidade. Cada passo que o indivíduo dá em direção ao crescimento (pessoal, material, cultural) ela se manifesta como se para dizer: "você está fazendo algo errado" ou "você não merece viver bem". O prazer (inclusive o sexual), o sucesso e a riqueza são altamente geradores de culpa. A tal ponto que muitos evitam estes aspectos para não sentir a dor do remorso. Pela ótica da culpa todos deveriam se tornar monges que se auto penitenciam com chibatas como aquele do filme "Código Da Vinci".
A culpa destrói a iniciativa e a criatividade, afasta as pessoas de uma convivência produtiva e prazerosa. Esta acentuada nos deprimidos e nestes é um dos fatores que determina a perpetuação e agravamento desde quadro. Tem gente que se acusa antes de que os outros o acusem. Faz o que chamamos auto acusação. Chegam a admitir para outros o que consideram seus erros. Talvez na ingênua ilusão de que quem confessa os seus crimes não mereça castigo.
Dica: Seja seu advogado de defesa.

Um comentário:

  1. Dr. O senhor que é muito inteligente poderia me responder o que é a saudade, porque sentimos saudades de pessoas erradas ou julgamos ser erradas por serem muito diferentes de nos, acho que isso é pecado porisso doi a consciência fica acusando como um fantasma. Por favor Dr. Fale alguma coisa sobre o que é a saudade. Um abraçâo Nina

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